Nada é para sempre: nem a burrice!

Pois é, todo dia sou questionado sobre qual material é o mais indicado na construção de modelos.
Então, já que não sou nenhum "especialista" nem "artesão", peço para que procurem em sites de responsabilidade, que possam ensinar-lhes sobre modelismo profissional. O problema que eles alegam é que a imensa maioria desses sites está em língua estrangeira. Se bem que, agora, se pode contar com o "tradutor virtual" e isso facilita uma enormidade, porém as traduções são sofríveis, por serem literais ao extremo.
Bem, sobre material, uso o que disponho, já que me proponho a trabalhar como terapia ocupacional, visto que meu trabalho não tem a mínima pretensão de sobreviver às eras geológicas que hão de vir.
De maneira que, se você quiser usar o compensado de madeira-de-lei ou o MDF; o papel ou papelão; palito de picolé ou laminado importado, fique à vontade! O modelo é seu, o dinheiro é seu e a "arte" é sua! A ninguém cabe julgar o que não está em julgamento. Se você quiser que seu produto dure mais ou menos tempo, pesquise sobre a longevidade dos materiais e coberturas ou consulte um técnico em restaurações.
Tudo mais é falácea! E depois, todos os que lhe criticam hoje, mudam de ideia com o tempo, mesmo não reconhecendo seus erros, por não terem humildade.

Crie e evolua em sua arte!

Fraternal Abraço.

Como fazer o "compensado caseiro"

Já era para ter publicado esta humilde contribuição com os colegas modelistas "alternativos"; uma dica sobre como fazer o "compensado caseiro". Perdoem minha pretensão!

Material utilizado:
1- Papel cartão ou papelão paraná;
2- Cola PVA;
3- Tesoura;
4- Palitos de picolé;
5- Alicate de corte;
6- Lixas para acabamento (grana 80 a 180)



1- Cortar o papelão no formato da peça.

2- Lixar os palitos para "aplainar" e remover "rebarbas".


 3- Colar os palitos (bem unidos) sobre um dos lados da peça.

 4- Aparar e lixar as bordas da peça.

5- Virar a peça, de modo que o papelão receba a outra cobertura de palitos.

6- Colar os palitos (como na fig. 3), agora, no sentido de 90º da outra face. Os palitos deverão ficar colados em posição de "+".


Obs.: Se a peça for mais longa do que os palitos, efetuar uma "amarração", como numa parede de tijolos.

Assim, se faz o "sanduíche": palitos-papelão-palitos.

 Perfil baixo da peça.

Desta forma, seu modelo pode ser construído através de plantas e sem necessidade de máquinas mais caras e que ocupam mais espaço. A estrutura fica tão firme quanto a cortada em compensado industrial. Dá mais trabalho e demanda mais tempo, mas resolve uma série de outras dificuldades.



Peço desculpas pelo esquecimento e pela simplicidade da "coisa". Espero que seja útil, de alguma maneira.
Abraços e boa sorte!

Apenas para ilustração

Algumas pessoas me perguntam se os modelos de "linha d'água" ficam bons em exposição.
Acredito que, para resolvermos um problema de falta de espaço, um modelo menor e com alguns detalhes importantes possam fazer parte de um ambiente de estudo, descontração, etc..
Além disso, quem gosta de colecionismo, pode construir vários modelinhos e acondicioná-los em estantes, armários, "redomas"...
Estou postando algumas imagens para ilustrar o que afirmo:








Apesar de mais trabalhosos, por causa do tamanho, vou "adestrando" minha mão, eh, eh! É uma excelente fisioterapia, como também uma ótima terapia ocupacional. Vale a pena!

Obs.: Fotos retiradas do site de Robert Wilson:
http://www.finewaterline.com/pages/albums/rwilson/rwilson.htm

Albatroz - A águia do oceano!

Vou começar a me dedicar a esse "clipper" em linha d'água, que baixei para ser montado em papel. Como de costume, vou montá-lo em papelão e palitos, laminados, espetos etc.. Essas adaptações têm dado bons resultados, em face à diversidade de modelos oferecidos na Net, com excelentes plantas e explicações facilitadas com ótimas ilustrações. E vamos começar o ano "voando" sobre os mares, com nosso "Albatroz"!





Alguns amigos me perguntam o porquê de eu não expor os barcos prontos/acabados.
Quando criei este blog, não tive a intenção de expor, mas de discutir e testar as técnicas de montagem. Se um dia eu for fazer uma exposição dos trabalhos, publicarei, sem problemas. Existem outros fatores. Por exemplo, há modelos que não ficam bons e são retirados pelo "controle de qualidade", eh, eh! Outros são construídos com diversas técnicas associadas e precisam de "polimento". Enfim, é isso aí.

Quem desejar "baixar" o arquivo, aqui vai o link:
http://only-paper.ru/news/lod_albatros/2011-08-19-6797

Bom divertimento!

Chalupa Armada Virgínia

Iniciei, recentemente, o projeto de uma chalupa armada. Estou utilizando varetas de bambu, palitos e espetos. O desenho é exclusivo, sem planos. Mede, aproximadamente, 13 cm de comprimento. A estrutura interna é de papelão e palitos, como sempre. Espera-se que o resultado seja satisfatório.


Acessórios bem feitos melhoram o acabamento de seu barco

Atenção, nautimodelista: Dinheiro não se acha nem se joga no lixo.
Quando for comprar acessórios para seu modelo, verifique a procedência, o fabricante. Peças mal confeccionadas e mal acabadas podem destruir o conceito de sua construção.
Eu já tive dissabores com certos "especialistas de 5ª categoria" e não desejo o mesmo a ninguém. Exija fittings que valham o preço justo. Cuidado com os "espertinhos"!


Já comprei âncoras de chumbo tortas

Já paguei por pregos de latão que não recebi

E esses inescrupulosos, ainda, fazem chacota de nós, consumidores ingênuos! Não custa pesquisar com os colegas. Uma boa indicação deixa você mais satisfeito.

Obs.: As fotos, acima, são meramente ilustrativas.

Construa seu barquinho com madeira de reflorestamento ou reciclada

Há madeiras de cultura perene, que podem ser utilizadas, alem de móveis, lambris, assoalhos, em diversas peças de artesanato.
A madeira de balsa, por exemplo, está em extinção. Toda a tentativa de preservação dessas madeiras é responsabilidade social. Existem laminados de madeira que são "fabricados" a partir de madeiras ecologicamente corretas e aplicadas em forração de móveis e peças de artesanato, tanto quanto exportadas como as lâminas de madeira-de-lei.
Então, por que não experimentar?
Os palitos de sorvete são de madeira de reflorestamento e, a despeito do seu comprimento, podem, perfeitamente, substituir as madeiras de forração interna dos cascos dos barcos, como uma linha extensa de peças de artesanato (luminárias, porta-retratos, quadros etc.).
Em sua próxima peça de arte, recicle ou colabore com a ecologia e o meio ambiente.

O que se pode fazer com palitos de sorvete

Sem dúvida, o aproveitamento de um simples e descartável palito de sorvete é algo fascinante. Aquele palitinho, que se joga pelo chão, na rua, logo após saborearmos um picolé, e que colabora com a sujeira das cidades, pode se transformar na matéria-prima de obras artísticas e pedagógicas. Se você não quiser passar o dia "catando" palitos no chão e, depois, esterilizando-os para reuso, pode adquirir em pacotes ou caixas, vendidos em lojas de produtos descartáveis, casas de produtos para festas, até mesmo em supermercados.

E o resultado? As fotos falam por si.

Nas escolas...

Em meus humildes barquinhos...

Em decoração de ambientes...

Até o Robert McDonald fez seu barco Viking e viajou embarcado em palitos de sorvete pelo Atlântico, da Holanda aos Estados Unidos, reconstituindo a viagem de Erik, o Viking.



Agora, a pièce-de-résistance: Foto de alguns universitários da FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) de São Bernardo do Campo, apresentando seus trabalhos de conclusão de curso: pontes feitas com palitos de sorvete!



É pouco ou quer mais???

Mais uma novidade. E das boas!

Recebi, hoje, um e-mail muito importante para nós, que acreditamos em projetos culturais: Deveremos nos reunir, em breve, com autoridades do estado e do município, para a criação do Museu de Artes Náuticas. Entre as atividades, serão realizados concursos de modelismo pela cadeira de Artes das escolas, com premiação, e os modelos selecionados farão parte do acervo do museu. Outras aquisições serão feitas para a composição desse acervo. Haverá um depto. de pesquisas navais, que, esperamos poder contar com a nossa Marinha, juntamente com convênios socio-culturais com museus afins das Américas e Europa.
Se tudo se encaminhar como projetado, poderemos inaugurá-lo no ano da Copa do Mundo.
Estamos na expectativa. Vamos para mais um desafio! Conto com todos os amigos e colaboradores, como sempre.
Um abraço.

Aos meus queridos alunos, colaboradores e amigos...

...Peço-lhes um pouco mais de paciência. Ainda estou em fase de fisioterapia, devido ao AVC. Assim que estiver em condições, voltarei a visitar suas oficinas.
Enquanto isso, as coordenadoras e professoras continuam com os cursos.
As apostilas do curso de maquetes residenciais já devem estar no prelo. É mais uma variação com o uso dos palitos. O 1º curso de nautimodelismo em equipe deu resultado. O barquinho correu o estado e está, quase, pronto. Deve passar por Santos em março. Parabéns!
Quero receber notícias de todos, OK?! Deverei iniciar a "ronda" por S. J. do Rio Preto, eh, eh!
Gostaria de agradecer e parabenizar os oficiais da PMSP, pelos cursos especiais de resgate e salvamento, ministrados para as comunidades. Isso tem elevado a autoestima dos jovens em suas famílias.

Grande abraço a todos e até minha volta!

Por que o preconceito com os modelos feitos em palitos?

No artigo subsequente, recebi um comentário, preconceituoso, de que palito é "coisa de preso".
Por que rotular um trabalho pedagógico, cientificamente comprovado, de "passatempo de presidiário"? Queremos salvar jovens das drogas e do desajuste social e, ainda, há esses "projetos de gente" que tentam nos ofender com uma miséria dessas? É muito triste ver que o preconceito frequenta a sociedade e é deturpado na interpretação. Esse mesmo comentarista, que, alem de não saber escrever, também não sabe ler ou interpretar, vem me pregar que sou preconceituoso, quando escrevo o termo estrangeiros nordestinos e me adverte sobre um eventual processo. O pobrezinho desconhece que o termo exprime, no contexto, "o estrangeiro que é do nordeste do mundo, em relação ao Brasil", ou melhor, o europeu. E, ainda, me "lembrou" (essa foi demais!) que haveria vírgula depois de "estrangeiros". E, depois, o preconceituoso sou eu? Pai, perdoai, ele não sabe o que diz e faz!
Só quero registrar o fato e não vou me estender no assunto.
Enquanto eu puder substituir qualquer material por outro de custo menor, eu o farei, sem preconceito. Enquanto meus alunos puderem ocupar a mente com coisas construtivas e de desenvolvimento do caráter, eu estarei lutando com eles!

Aos nossos benfeitores, meu muito obrigado! E, por aqui, eu fico.